Disturbios alimentares


O perigo da luta contra a balança


Durante a primeira edição do reality show Big Brother Brasil, o país inteiro tomou contato com um problema que tem se tornado cada vez mais comum entre as mulheres. No programa, o público pôde ver, diariamente, os acessos de gula e de remorso da empresária Leca.

Distúrbios alimentares

Distúrbios alimentares


Ainda que seu corpo estivesse magro e perfeitamente dentro dos atuais padrões de beleza, a jovem bem nascida do Big Brother literalmente purgava sua culpa por comer demais tomando laxantes, fazendo longos jejuns ou mesmo provocando vômitos. O problema de Leca é conhecido como bulimia, e pode estar associado a outro ainda mais grave, a anorexia, que ocorre quando a pessoa simplesmente pára de se alimentar, podendo vir a falecer em poucos meses (segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% dos casos de anorexia terminam em morte da paciente).


A anorexia e a bulimia estão entre as principais causas de morte de mulheres jovens em todo o mundo, e a maioria das vítimas são adolescentes em período de formação física e psicológica que colocam em risco suas vidas pelo temor obsessivo de engordar. Exemplos famosos de anorexia em jovens não faltam: recentemente ganhou destaque na imprensa aconteceu na China, onde uma estudante de 15 anos que media 1,65 m e pesava 54 kg começou uma dieta que acabou levando à sua morte, pesando menos de 30 kg.


A doença não escolhe classe social e chegou a círculos privilegiados, como no caso da filha do presidente francês Jacques Chirac e da princesa Victoria, da Suécia. Entre as vítimas mais velhas, é preciso lembrar a modelo Kate Moss, que já foi hospitalizada por anorexia, e a princesa Diana, bulímica assumida.


Mas, além de chegar à moda e ao poder, círculos em que a absessão com a aparência é constante, a anorexia e a bulimia têm tirado o sono de milhares de famílias anônimas em todo o mundo, que vêem suas filhas sempre às voltas com dietas e programas de beleza, e nem sempre sabem reconhecer o limite entre a preocupação com a beleza e a distorção da auto-imagem. Por isso, em geral, as famílias só detectam o problema quando a situação já é de emergência, o que traz maiores os riscos de que a doença seja fatal.


O que é a anorexia nervosa


A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se manifesta pela forte recusa a se manter o peso corporal em níveis mínimos de acordo com o tamanho e a idade.


Uma mulher de 1,52 m, por exemplo, deve pesar entre 43 e 50 kg, mas, em casos de anorexia, acaba pesando até menos de 29 kg, chegando perto da morte. A doente se vê gorda no espelho, mesmo estando extremamente magra, e o ato de perder peso se converte em sua principal obsessão. Ela também se sente insegura para expor o corpo e perde qualquer desejo pelo contato físico íntimo. De cada dez doentes, pelo menos duas não conseguem superar a anorexia.


Em séculos passados, a doença estava ligada a jejuns religiosos que acabavam se transformando em obsessões. Mas, no final do século 20, quando a luta pela magreza passou a ser incentivada pela mídia, a anorexia tornou-se mais comum, e passou a atingir mulheres juvens suscetíveis aos apelos da sociedade de consumo e de seus padrões (muitas vezes inatingíveis) de beleza.


Mas há como prevenir: a doença se instala de repente, mas tem uma média de 15 meses de desenvolvimento, podendo mesmo chegar a vários anos. Como se trata de um distúrbio de auto-imagem, não adianta simplesmente obrigar a paciente a se alimentar. É preciso compreender seu problema e ajudá-la e reconstruir a auto-imagem e, acima de tudo, a auto-estima.
Mas lembre-se: a ajuda profissional é INDISPENSÁVEL para o tratatamento.


O que é a bulimia nervosa


A bulimia nervosa é um transtorno alimentar que se manifesta pelo sentimento de culpa em relação à comida. Os bulímicos costumam ter grandes acessos de gula (estudos descrevem situações em que chegam a ingerir mais de 15 mil calorias em um único dia) seguidos de acessos de rejeição.


Depois de, literalmente, se entupir de comida, o doente provoca vômitos, ingere laxantes e diuréticos, faz longos jejuns e tenta gastar calorias através de exercícios físicos puxadíssimos. Em geral, quem sofre desta doença também tem dificuldade de expor o próprio corpo e de usar roupas justas.


Da mesma forma que os anoréticos, os bulímicos vêem o próprio corpo de maneira distorcida: acreditam estar muito mais gordos do que estão. Para ajudá-los, não adianta simplesmente dizer que estão bem ou recomendar dietas mais saudáveis. É preciso um tratamento médico e psicológico para recuperar o equilíbrio e auto-estima da pessoa doente, e também muita paciência para compreender sua obsessão.


O que é Vigorexia


A Vigorexia (overtraining em inglês) ou transtorno dismórfico muscular, ocorre quando o volume e a intensidade de exercícios físicos praticados por um indivíduo excedem a sua capacidade de recuperação, e pode-se somar ao fato de apresentar em quadro psicologicamente patológico.


A Vigorexia é um transtorno que ocorre quando as pessoas realizam exercícios físicos de forma continua e extenuante, e excede a capacidade de recuperação. Os portadores desses transtornos geralmente são bastante musculosos, mas possuem uma auto-imagem um tanto distorcida, passam horas na academia malhando e ainda assim se consideram fracos, magros e até esqueléticos. Algumas vezes recorrem á esteróidesanabolizantes para ficarem fortes.


Como evitar e tratar os distúrbios alimentares


“As causas psicológicas profundas da bulimia e da anorexia podem estar ligadas ao desejo de auto-destruição, que pode se manifestar de diversas formas, seja pela drogadição, pela compulsão por comer ou pela rejeição do alimento, isto é, da energia vital”, explica a psicóloga Márcia Santos.


Mas, de maneira geral, os transtornos alimentares decorrem dos padrões de beleza distorcidos da sociedade ocidental. Como descreve a psiquiatra colombiana Lucrecia Ramirez, estudiosa o tema, “nossa sociedade tem uma percepção anormal sobre o ideal de beleza da mulher”. Mas a psiquiatra observa que, no caso da anorexia, essa percepção anormal é criada dentro do imaginário feminino, e nada tem a ver com o que os homens gostam: “Eles preferem as curvas e tendem a ser menos exigentes com as imperfeições”. O exemplo também é fundamental: além da mídia, que lucra milhões de dólares com modelos magérrimas (e nem sempre saudáveis), Lucrecia chama atenção para o fato de que, muitas vezes, as mães obcecadas por manter o peso influenciam suas filhas pequenas, que aprendem a rejeitar a comida.


Sendo assim, o tratamento dos transtornos alimentares implica uma série de questionamentos e reelaborações. O psiquiatra Gustavo Adolfo Constain explica que o tratamento é longo e exige atenção permanente: as recaídas são comuns, pois o ganho de peso, que é o objetivo imediato do tratamento, causa horror às doentes. Também é preciso alimentá-las aos poucos, já que seu corpo está desacostumado à comida. Além disso, é preciso que uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, nutricionistas e psicólogos acompanhe a paciente, juntamente com sua família.


Como reconhecer as doenças


Na verdade, a forma mais óbiva de se reconhecer o problema é quando a paciente está abaixo do peso ideal e continua se achando gorda. Mas elas nem sempre revelam como se sentem. Então, alguns sinais podem ser observados:


Inapetência



  • Recusa em usar roupas que exponham o corpo

  • Idas freqüentes ao banheiro logo após as refeições

  • Compra de produtos como laxantes e diuréticos

  • Pouco interesse pelo contato físico e sexual

  • Obsessão com o peso

  • Busca de dietas muito radicais

  • Longos jejuns

Fonte: www.terra.com.br


DISTÚRBIOS ALIMENTARES


O que são distúrbios alimentares?


Os distúrbios alimentares são caracterizados por uma grave perturbação do comportamento alimentar associado a preocupações extremas com relação à forma corporal e ao peso. Entre ele podemos citar: anorexia, bulimia, transtorno do comer compulsivo.


Características psicológicas


Comportamento Alimentar: não atende a uma necessidade fisiológica de se alimentar, mas ocorre em virtude de uma sensação desagradável associada à Ansiedade ou a Depressão, e geralmente é descrito como um vazio e confundido com a sensação de fome.



  • Pensamento: dificuldade em reconhecer sinais de fome e saciedade, pensamentos sobre comida e aparência física são constantes e geram desprazer ou insatisfação com a auto-imagem.

  • Relações Sociais: sentimento de rejeição, sensação de estar sempre sendo observado pelas pessoas, grande dificuldade de comunicar sentimentos e pensamentos o que gera dificuldade em lidar com situações sociais de uma forma satisfatória, dificuldade em administrar críticas, frustrações e desapontamentos, fuga dos confrontos e auto- exposição, evitação do convívio social, vida solitária.

  • Histórico familiar: superproteção, rigidez de valores, grande ênfase em modelos estéticos que enfatizam a magreza como único modelo aceitável de beleza.

Causas


Não há até o momento uma única causa que possa conduzir aos distúrbios alimentares, mas sabe-se que um conjunto de fatores biológicos, familiares, psicológicos e sociais estão presentes e podem colocar um indivíduo seriamente em risco.


Dados especulativos


Tais dados são especulações precursoras dos distúrbios alimentares


  • Preocupações impostas por fatores sócio-culturais, ou seja, o ideal cultural tem-se focado num corpo magro, esguio, especialmente para as mulheres, nas sociedades ocidentais.

  • Estudo realizado na Behavioural Sciences Unit do Institute of Child Health, de Londres, muitas das bonecas que as crianças utilizam como brinquedo têm medidas corporais semelhantes a mulheres anoréxicas em fase terminal, embora estes efeitos sejam modelados pela manipulação da forma do corpo.

  • Atitude negativa face à pessoas que apresentam problemas de excesso de peso, que são muitas vezes discriminadas.

  • As dietas (cujo rigor se centra freqüentemente na diminuição de peso e na redução da quantidade de comida ingerida ao longo do dia)

Tratamento


O tratamento dos distúrbios alimentares é possível através de um acompanhamento multidisciplinar formado por atendimento psicológico, avaliação médica, em conjunto com aconselhamento nutricional e às vezes medicação. A conscientização do problema é o passo mais importante no tratamento de qualquer doença do comportamento alimentar já que, na maioria das vezes, as pessoas portadoras desses distúrbios não concordam que têm um problema e consideram que o seu comportamento é normal. Sem a sua cooperação no tratamento torna-se mais difícil alterar os hábitos comportamentais, bem como a realização de um tratamento eficaz.


Dicas aos familiares


No caso de haver razões para crer que uma pessoa próxima esteja sofrendo de um distúrbio alimentar é importante não só expressar a preocupação sentida como confrontá-la com a situação. A negação dos problemas e a tendência para o isolamento são características comuns aos indivíduos que sofrem de distúrbios alimentares. Assim, depois de confrontada, a pessoa pode demonstrar uma certa apreensão, pode optar por tomar uma posição defensiva ou mesmo furiosa, demonstrando também vergonha ou embaraço. Há ainda a possibilidade de se sentir aliviada por alguém lhe oferecer ajuda.


É necessário, neste contexto, estar preparado para mostrar as evidências observadas que levam a crer que existe um problema de ordem alimentar. É também importante reforçar a idéia de que a questão a ser abordada é devido a uma preocupação genuína com o seu bem-estar. Apesar do processo de recuperação não ser fácil, a maioria dos doentes consegue retomar o seu aspecto físico, ganhar um bom peso e adotar de novamente uma alimentação equilibrada.


A dieta prescrita por um especialista deve ser personalizada e ter em conta não só os resultados das análises, o peso e a altura, assim como o local e a companhia em que as refeições são tomadas e a pessoa responsável pela sua preparação. A ajuda de toda a família é fundamental na recuperação. Por outro lado, é necessário não esquecer a intervenção dos amigos, colegas e professores, que pelo prolongado contacto que mantêm diariamente são os primeiros a notar os sinais da doença.


Fonte: www.cienciadamente.com.br


Distúrbios Alimentares


O que são Distúrbios Alimentares?


São doenças psiquiátricas estando na sua origem a interacção de factores psicológicos, biológicos, familiares e socioculturais. Caracterizam-se, fundamentalmente por alterações significativas do comportamento alimentar.


Os distúrbios alimentares ocorrem predominantemente nos países industrializados, tendo uma incidência menor nos países pouco desenvolvidos e fora do mundo ocidental. Afectam sobretudo as mulheres jovens, aparecendo no homem apenas em cerca de 10 % dos casos. Dados como estes indicam que os distúrbios alimentares estão interligados a factores socioculturais.


Existe um largo consenso entre investigadores e clínicos que isoladamente nenhum factor etiológico só por si é suficiente para explicar o desenvolvimento de um distúrbio alimentar ou contribui para explicar a variância entre a população clínica.


A importância relativa das influências socioculturais, biológicas, psicológicas e familiares e a forma como interagem entre si pode ser diferente consoante o período desenvolvimental da jovem, influenciando o aparecimento ou não do distúrbio alimentar e a sua cronicidade.


Sabe-se que não se deve a modas, mas que a pressão cultural para a magreza, a insatisfação e a preocupação com o peso podem contribuir, juntamente com outros factores, para um aumento da vulnerabilidade, que por sua vez pode levar á tomada de decisão de iniciar uma dieta. É pertinente referir que a dieta só por si não constitui uma condição suficiente para o desencadear de um distúrbio alimentar, mas é uma condição necessária, dado que não existem distúrbios alimentares sem dieta.


Dos vários distúrbios alimentares existentes destacamos a Anorexia Nervosa Tipo Restritivo ou Purgativo, a Bulimia Nervosa Tipo Purgativo ou não Purgativo e a Ingestão Compulsiva.


Sinais de Risco e de Alerta



  • Emagrecimento rápido sem causa aparente

  • Redução na quantidade de alimentos ingeridos ou escolha de produtos magros ou de baixo valor calórico (dieta)

  • Desculpas frequentes para não comer ou para o fazer isoladamente

  • Praticar exercício físico em excesso

  • Amenorreia nas raparigas e perda de erecção nos rapazes

  • Mudança de temperamento (maior agressividade, irritabilidade e isolamento social)

  • Desenvolvimento de comportamentos ritualizados à refeição (ex. cortar a comida aos bocadinhos)

  • Não assumir a fome

  • Isolamento social

  • Atitude extremamente critica em relação à imagem e forma corporal

  • Grandes oscilações de peso

  • Comer frequentemente grandes quantidades de comida de forma compulsiva

  • Comportamentos compensatórios do ganho de peso (ex. vómito)

  • Utilização de laxantes ou diuréticos

  • Instabilidade emocional (alteração de humor)

Regras Alimentares



  • Não basta comer, é necessário comer bem.

  • A alimentação desequilibrada, por carência ou excesso, leva ao aparecimento de várias doenças.

  • Todos os alimentos têm importância no bom funcionamento do organismo.

Regras fundamentais:



  • Refeições fraccionadas (três principais e duas a três intercalares)

  • O pequeno almoço é muito importante, não deve ser omitido

  • É obrigatório o consumo diário de leite e derivados (queijo e iogurtes,…)

  • Comer legumes, saladas e frutas frescas diariamente

  • Os cereais, leguminosas secas e batata são importantes em alimentação saudável

  • O azeite á a melhor gordura, quer como tempero, quer para confecção.

  • Consumir carne, peixe ou ovos em duas das refeições principais

  • Evitar o consumo de gorduras saturadas (pizzas, batata frita, molhos, bolos, hambúrguer, charcutaria,..)

  • Moderar o consumo de açúcar e alimentos açucarados.

Tratamento


Os distúrbios alimentares são multideterminados. Factores culturais, individuais e familiares contribuem para o seu desenvolvimento, de diferentes formas, em indivíduos diferentes.


O tratamento do distúrbio alimentar é complexo, moroso e especializado, reconhecidamente difícil, em que a eficácia do protocolo terapêutico depende da existência de condições adequadas e de uma equipa multidisciplinar que funcione de forma a lidar, eficazmente, com os aspectos psicológicos, psiquiátricos, médicos e sociais destes distúrbios.


A intervenção terapêutica mais validada empiricamente e com melhores resultados terapêuticos (diminuição da sintomatologia e diminuição da taxa de recaída) é o tratamento cognitivo-comportamental. O modelo conceptual subjacente permite uma compreensão e formulação dos distúrbios alimentares, com base na natureza interactiva dos vários factores de risco, precipitantes, manutenção e de protecção.


O tratamento cognitivo-comportamental em termos gerais, faz-se em três etapas:



  1. Primeira – recuperação do peso e regularização do padrão alimentar;

  2. Segundo – reestruturação cognitiva;

  3. Terceira – prevenção da recaída.

As decisões relativas ao tratamento, em cada etapa são tomadas de acordo com alguns critérios fundamentais:



  • Idade da jovem

  • contexto da vida actual

  • duração e evolução do distúrbio

  • sintomatologia actual

  • tratamentos anteriores

  • personalidade prévia (depressão, problemas do controlo do impulso, etc.).

  • estado físico

Habitualmente o tratamento cognitivo-comportamental é feito em regime de ambulatório, podendo em determinadas situações específicas (ex., perda de peso progressiva e acentuada com sérias complicações físicas, existências de índices elevados de psicopatologia, etc) ser necessária a hospitalização.


Comer-compulsivo
É um dos transtornos alimentares que se assemelha à bulimia, pois caracteriza-se por episódios de ingestão exagerada e compulsiva de alimentos e, no entanto, difere da bulimia, pois as pessoas afetadas não produzem a eliminação forçada dos alimentos ingeridos (tomar laxantes e/ou provocar vômitos).


Pessoas com esse transtorno sentem que perdem o controle quando comem. Ingerem grandes quantidades de alimentos e não param enquanto não se sentem “empanturradas”.


Geralmente apresentam dificuldades em emagrecer ou manter o peso. Quase todas as pessoas com esse transtorno são obesas e apresentam história de variação de peso. São propensas a vários problemas médicos graves associados à obesidade, como o aumento do colesterol, hipertensão arterial e diabetes.


É um transtorno mais freqüente em mulheres.


Sintomas



  • Comer em segredo.

  • Depressão.

  • Ingestão compulsiva e exagerada de alimentos.

  • Abuso de drogas e álcool.

Tratamento


O êxito é maior quando diagnosticados precocemente. Precisa de um plano de tratamento abrangente, em geral, um clínico, nutricionista ou um terapeuta, para lhe dar apoio emocional constante, enquanto o paciente começa a entender a doença de uma forma de terapia que ensine os pacientes a modificar pensamentos e comportamentos anormais, que em geral, são mais produtivas.


Na calada da noite


A ingestão exagerada e compulsiva de alimentos, característica da bulimia e do comer compulsivo foi batizada, em inglês, com o nome de binge eating (orgia alimentar). Elas geralmente ocorrem na calada da noite, longe do olhar de censura de outras pessoas, e são acompanhadas por uma sensação subjetiva de perda de controle, seguida de culpa.


Assim como ocorre na compulsão pelo álcool, pelas drogas, pelo sexo, ou em outras formas de dependência, as causas profundas do comer compulsivo continuam a ser um mistério para os estudiosos.


Indivíduos obesos têm maior risco de doenças cardíacas e alguns tipos de câncer (estômago/intestino).